
MARCELO MONTEIRO
Marcelo Monteiro (1981, Maringá – PR) é a rtista plástico brasileiro. Em sua pesquisa, como resultado das suas vivências, aborda as relações de poder no mundo do trabalho. Matéria e materialidade são, supostamente, elementos que caminham juntos na proposição poética do artista. Em suas esculturas, instalações, site specifics e desenhos, com predomínio da madeira e do aço, Marcelo subverte as supostas funcionalidades de ferramentas e instrumentos manipulados em indústrias e fábricas ao tirar proveito de uma condição de ilusão provocada por sua ação direta nos materiais.
Já participou de importantes exposições coletivas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e realizou individuais no Paraná , Rio de Janeiro e São Paulo, entre elas: “Sobre Prumos?” (Paço Imperial, RJ, 2023) com curadoria de Fernando Cocchiarale. Entre 2023 e 2024 participou da exposição coletiva “A quarta geração construtiva” – na FGV Arte – com curadoria de Paulo Herkenhoff. Em 2025 realizou a exposição “Trabalho” (Galeria Candido Portinari- UERJ – Maracaná), “Pendular” ( OMA – Galeria -SP).Também, em 2025, foi contemplado pelo edital SESC- Pulsar- para realizar a exposição “Tripalium” no SESC de Copacabana.
Monteiro, que também é Licenciado em História, atuou (entre 2018 e 2022) como professor auxiliar nos cursos de História e Teoria da Arte ministrados por Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale na EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro.
Marcelo Monteiro (1981, Maringá – PR) é a rtista plástico brasileiro. Em sua pesquisa, como resultado das suas vivências, aborda as relações de poder no mundo do trabalho. Matéria e materialidade são, supostamente, elementos que caminham juntos na proposição poética do artista. Em suas esculturas, instalações, site specifics e desenhos, com predomínio da madeira e do aço, Marcelo subverte as supostas funcionalidades de ferramentas e instrumentos manipulados em indústrias e fábricas ao tirar proveito de uma condição de ilusão provocada por sua ação direta nos materiais.
Já participou de importantes exposições coletivas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e realizou individuais no Paraná , Rio de Janeiro e São Paulo, entre elas: “Sobre Prumos?” (Paço Imperial, RJ, 2023) com curadoria de Fernando Cocchiarale. Entre 2023 e 2024 participou da exposição coletiva “A quarta geração construtiva” – na FGV Arte – com curadoria de Paulo Herkenhoff. Em 2025 realizou a exposição “Trabalho” (Galeria Candido Portinari- UERJ – Maracaná), “Pendular” ( OMA – Galeria -SP).Também, em 2025, foi contemplado pelo edital SESC- Pulsar- para realizar a exposição “Tripalium” no SESC de Copacabana.
Monteiro, que também é Licenciado em História, atuou (entre 2018 e 2022) como professor auxiliar nos cursos de História e Teoria da Arte ministrados por Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale na EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro.
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(...)Suas obras tiram proveito da condição
de ilusão provocada por seu primor artesanal. A simulação de instrumentos de
trabalho, que só existem graças à criação de Marcelo e sua ação sobre a
matéria, desafiam-nos a decifrar o sentido destas ferramentas sem trabalhadores
cuja função específica é impossível de se definir com precisão, pois sua
suposta funcionalidade foi subvertida.
(...)
Como não se articulam a partir da lógica produtiva de um mecanismo técnico, suas dobras revelam simultaneamente o sentido metafórico dos meios e das ferramentas usadas pelo artista. Não sendo uma representação da realidade, mas um tensionamento dela, já que fundamentam sobretudo articulações poéticas, seus trabalhos estabelecem analogias com as condições de poder expressas pela tensão entre os materiais de que são feitos."
Fernando Cocchiarale, em texto curatorial para a exposição "Sobre Prumos?".
"Marcelo Monteiro conjuga a articulação da madeira, sua matriz escultórica, com formas expansivas imbuídas de um desassossego que parecem estar em desordem ou insinuar inesperadas contradições. Ao dispor coisas entre as coisas, coloca a nossa percepção numa encruzilhada; o nosso olhar se comprime e adquire uma visibilidade cindida. Explora a instabilidade, as situações limites, o equilíbrio tênue que nos situa em um território conturbado, mas reafirma o seu campo de força visual."
Vanda Klabin, em texto curatorial para a exposição "No limite do possível".
(...)
Como não se articulam a partir da lógica produtiva de um mecanismo técnico, suas dobras revelam simultaneamente o sentido metafórico dos meios e das ferramentas usadas pelo artista. Não sendo uma representação da realidade, mas um tensionamento dela, já que fundamentam sobretudo articulações poéticas, seus trabalhos estabelecem analogias com as condições de poder expressas pela tensão entre os materiais de que são feitos."
Fernando Cocchiarale, em texto curatorial para a exposição "Sobre Prumos?".
"Marcelo Monteiro conjuga a articulação da madeira, sua matriz escultórica, com formas expansivas imbuídas de um desassossego que parecem estar em desordem ou insinuar inesperadas contradições. Ao dispor coisas entre as coisas, coloca a nossa percepção numa encruzilhada; o nosso olhar se comprime e adquire uma visibilidade cindida. Explora a instabilidade, as situações limites, o equilíbrio tênue que nos situa em um território conturbado, mas reafirma o seu campo de força visual."
Vanda Klabin, em texto curatorial para a exposição "No limite do possível".
"Embora haja
possível relação antropomórfica em alguns objetos, o que lhe interessa é
evidenciar que a matéria e o Tempo seguem estruturas que poderíamos nos
aproximar somente através de um hábito dedicado de trabalhá-los, lembrá-los, bordá-los,
dobrá-los, esculpi-los, como o que o artista faz cotidianamente em seu ateliê.
(...)
E embora possamos incorrer no engano de achar que é esse o devir de todo ateliê, é fundamental ressaltar que no caso deste artista, além de uma simplicidade naturalíssima diante de seu ofício, há uma dedicação rara ao processo e um reatamento urgente do pensamento ao fazer manual, tornando possível um certo reencontro histórico estrutural que, em uma macro narrativa da História da Arte e em uma micronarrativa brasileira, foram perdendo espaço. Há algo de certa devoção nada romântica no gesto do artista que revela a legítima compreensão do esforço matérico de existência e transcendência do ato criativo, consolidados em suas madeiras nobres de reaproveitamento, adequadas à precisão formal que encontra aqui sua justa medida."
Alexandre Sá, em texto curatorial para a exposição "Trabalho".
(...)
E embora possamos incorrer no engano de achar que é esse o devir de todo ateliê, é fundamental ressaltar que no caso deste artista, além de uma simplicidade naturalíssima diante de seu ofício, há uma dedicação rara ao processo e um reatamento urgente do pensamento ao fazer manual, tornando possível um certo reencontro histórico estrutural que, em uma macro narrativa da História da Arte e em uma micronarrativa brasileira, foram perdendo espaço. Há algo de certa devoção nada romântica no gesto do artista que revela a legítima compreensão do esforço matérico de existência e transcendência do ato criativo, consolidados em suas madeiras nobres de reaproveitamento, adequadas à precisão formal que encontra aqui sua justa medida."
Alexandre Sá, em texto curatorial para a exposição "Trabalho".
Marcelo Monteiro (1981, Maringá – PR) é artista plástico brasileiro. Em sua pesquisa, como
resultado das suas vivências, aborda as relações de poder no mundo do trabalho.
Matéria e materialidade são, supostamente, elementos que caminham juntos na
proposição poética do artista. Em suas esculturas, instalações, site specifics
e desenhos, com predomínio da madeira e do aço, Marcelo subverte as supostas
funcionalidades de ferramentas e instrumentos manipulados em indústrias e
fábricas ao tirar proveito de uma condição de ilusão provocada por sua ação
direta nos materiais.
