LUIZ PASQUALINI

Luiz Pasqualini (1986, São Caetano do Sul - São Paulo) é artista visual. Através da pintura figurativa, sua produção percorre o universo da cultura popular e do cotidiano das cidades contemporâneas. Em seus trabalhos, aborda cenas comuns, como encontros em bares, festas de rua, o ambiente doméstico, gestos e expressões do dia a dia. Com um olhar atento para os personagens anônimos e para a dinâmica dos espaços urbanos, o artista cria narrativas que retratam a convivência, o afeto e os rituais coletivos que permeiam a vida nas grandes cidades. Luiz foi selecionado para o 51º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto em 2024 e, anteriormente, foi contemplado com prêmios aquisitivos no Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, no Salão de Belas Artes Waldemar Belisario de Ilhabela e no Salão de Belas Artes de Rio Claro.






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"Para Luiz Pasqualini, que cresceu e vive na região do Grande ABC paulista, a rotina dos bares e botequins, espaços de convivência onde o tempo parece se diluir entre copos e conversas, orienta sua percepção de mundo. Acostumado a frequentar sozinho esses locais - antes por gosto, agora também como inspiração - , ele exercita um olhar flâneur.

Observa as pessoas e guarda delas gestos fugidios, pensamentos dispersos, presenças solitárias e milésimos de segundos que despertam a essência do cotidiano. Sua abordagem pictórica não se fia na precisão fotográfica, o artista privilegia a expressão sobre a exatidão. As cenas carregam uma atmosfera que reverbera a sensação do vivido e criam no espectador o desejo de inventar histórias para as personagens retratadas nas telas. A composição nos quadros se organiza ora pelo vácuo, enfatizando a presença isolada de um indivíduo e seu entorno entre garrafas e mesas, ora pela fragilidade de encontros triviais, evocando a teatralidade do dia a dia. É ao registrar as pessoas solitárias que expande a potência de sua obra, nos rostos delas não nos deparamos com um semblante vazio, muito pelo contrário, vislumbramos universos de pensamentos sendo processados. O resultado é um jogo de tensão entre presença e ausência, que dá foco ao silêncio da voz e ao barulho das ideias - e do bar."

Ana Carla Soler,  em texto crítico para a exposição "O ordinário extraordinário cotidiano".
"João do Rio, grande observador da vida urbana, escreveu certa feita que “a rua tem alma”. Mais que isso: cada rua tem a sua alma. Aqui, as ruas – e as almas – de Luiz Pasqualini e Eduardo Freitas se cruzam.

Nesse umbral, tudo se organiza em volta de uma mesa: a do boteco, tema que Pasqualini visita há algum tempo. Em suas obras, o artista ora nos convida a espiar cenas em andamento, ora nos coloca como objeto a ser mirado. Alguns desses retratados, imersos em suas telas, nos ignoram. Outros, anônimos estranhamente familiares com suas aves casuais, parecem nos observar. Como se fôssemos novatos entrando em um bar onde velhos amigos se reúnem, eles se perguntam: “quem é esse aí? De onde veio essa?”

Luiza Testa
Luiz Pasqualini (1986, São Caetano do Sul - São Paulo) é artista visual. Através da pintura figurativa, sua produção percorre o universo da cultura popular e do cotidiano das cidades contemporâneas. Em seus trabalhos, aborda cenas comuns, como encontros em bares, festas de rua, o ambiente doméstico, gestos e expressões do dia a dia. Com um olhar atento para os personagens anônimos e para a dinâmica dos espaços urbanos, o artista cria narrativas que retratam a convivência, o afeto e os rituais coletivos que permeiam a vida nas grandes cidades. Luiz foi selecionado para o 51º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto em 2024 e, anteriormente, foi contemplado com prêmios aquisitivos no Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, no Salão de Belas Artes Waldemar Belisario de Ilhabela e no Salão de Belas Artes de Rio Claro.


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