
CARLA DUNCAN
Carla Duncan (Belém – Pará) é artista visual. Investiga a dialética entre restrição e possibilidade da experiência urbana da Amazônia contemporânea. Seu trabalho inclui pintura e murais. Recebeu o prêmio do Banco da Amazônia, pela instalação Cobra Norato, expôs seu trabalho em instiuições como Salão de Artes Edgar Contente, Estação Cultural de Icoaraci e Salão das Artes de Guararema, fez residência no POPAV/ SESC SP e na ATO/Guarulhos e realizou a empena da Fundação Cultural do Pará, durante a Semana de Arte e Muralismo - Belém/PA e a empena para o Festival NALATA – São Paulo/SP.
Carla Duncan (Belém – Pará) é artista visual. Investiga a dialética entre restrição e possibilidade da experiência urbana da Amazônia contemporânea. Seu trabalho inclui pintura e murais. Recebeu o prêmio do Banco da Amazônia, pela instalação Cobra Norato, expôs seu trabalho em instiuições como Salão de Artes Edgar Contente, Estação Cultural de Icoaraci e Salão das Artes de Guararema, fez residência no POPAV/ SESC SP e na ATO/Guarulhos e realizou a empena da Fundação Cultural do Pará, durante a Semana de Arte e Muralismo - Belém/PA e a empena para o Festival NALATA – São Paulo/SP.
"Em sua técnica pictórica, a artista pesquisa a relação entre nitidez e desfocagem,
explorando como a percepção visual se altera com o tempo e a distância. Os elementos se
tornam mais definidos à medida que o espectador se afasta e conforme o intervalo de
contemplação do quadro. De perto, suas obras parecem fragmentadas, em determinados
pontos quase abstratas, mas a distância permite que os detalhes se revelem de maneira
mais nítida. O efeito é alcançado por meio de pinceladas fluidas, que deixam reconhecer do
que se trata a partir do repertório de quem as vê. Coisas que podem passar despercebidas
para um não-paraense, são o que há de valioso na cultura local e no trabalho da artista.
As telas retratadas pela Carla são frequentemente banhadas por uma luminosidade difusa, característica da luz que incide sobre as margens dos rios e atravessa os corredores das feiras. Essa mesma luz é responsável por definir os volumes e contornos e gera reflexos que potencializam a materialidade das superfícies. É possível notar mudanças sutis em sua paleta nos trabalhos mais recentes, com tons mais amarelados emergindo de suas pinturas, um efeito que parece estar diretamente ligado ao impacto de estar longe de Belém e revisitar a cidade com um olhar renovado, de quem, agora, vive em um centro urbano privado de natureza."
Ana Carla Soler, em texto crítico para a exposição "O ordinário extraordinário cotidiano".
As telas retratadas pela Carla são frequentemente banhadas por uma luminosidade difusa, característica da luz que incide sobre as margens dos rios e atravessa os corredores das feiras. Essa mesma luz é responsável por definir os volumes e contornos e gera reflexos que potencializam a materialidade das superfícies. É possível notar mudanças sutis em sua paleta nos trabalhos mais recentes, com tons mais amarelados emergindo de suas pinturas, um efeito que parece estar diretamente ligado ao impacto de estar longe de Belém e revisitar a cidade com um olhar renovado, de quem, agora, vive em um centro urbano privado de natureza."
Ana Carla Soler, em texto crítico para a exposição "O ordinário extraordinário cotidiano".
"O encantamento nas pinturas dos artistas, na observação do que é corriqueiro, levanta tanto
questões sociais quanto poéticas que nos rodeiam sem que nos demos conta. Olham com a afetividade
necessária para produzir novas imagens e imaginários daquilo que está próximo. Uma valorização do
que vem de dentro, do nosso, do que está aqui.
Em meio às feiras e praças do centro de Belém, Duncan destaca a beleza do ordinário. Lembra- se das pessoas que convivem em um espaço voltado paradoxalmente aos cartões-postais da cidade e à marginalização. (...) Os artistas abrem dialéticas com o discurso do estar neste espaço aqui e agora, apontando as particularidades dos corpos orgânicos que aqui vivem e resistem."
Cristina Viviani, em texto curatorial para a exposição coletiva "Do que reside na passagem".
"Carla Duncan trabalha com pintura em óleo e acrílica sobre painel, desenvolvendo uma pesquisa centrada nos cruzamentos entre gesto, figuração e território. Sua prática se enraíza na observação atenta da vida urbana na Amazônia, elaborando composições que tensionam relações de poder, memória e pertencimento. A cidade não é pano de fundo, mas corpo em fricção, superfície em disputa. Duncan propõe visualidades densas e simbólicas que cartografam redes afetivas e políticas, revelando os modos como o cotidiano molda, e é moldado por, os conflitos e fluxos de um território em constante transformação."
Gyselle Kowalski, em texto para a II Bienal das Amazônias.
Em meio às feiras e praças do centro de Belém, Duncan destaca a beleza do ordinário. Lembra- se das pessoas que convivem em um espaço voltado paradoxalmente aos cartões-postais da cidade e à marginalização. (...) Os artistas abrem dialéticas com o discurso do estar neste espaço aqui e agora, apontando as particularidades dos corpos orgânicos que aqui vivem e resistem."
Cristina Viviani, em texto curatorial para a exposição coletiva "Do que reside na passagem".
"Carla Duncan trabalha com pintura em óleo e acrílica sobre painel, desenvolvendo uma pesquisa centrada nos cruzamentos entre gesto, figuração e território. Sua prática se enraíza na observação atenta da vida urbana na Amazônia, elaborando composições que tensionam relações de poder, memória e pertencimento. A cidade não é pano de fundo, mas corpo em fricção, superfície em disputa. Duncan propõe visualidades densas e simbólicas que cartografam redes afetivas e políticas, revelando os modos como o cotidiano molda, e é moldado por, os conflitos e fluxos de um território em constante transformação."
Gyselle Kowalski, em texto para a II Bienal das Amazônias.
Carla Duncan (Belém - Pará) is an artist. She investigates the dialetic between restriction and possibility of the urban experience in the contemporary Amazon. Her work includes painting and murals. She received the Bank of Amazônia prize for the Cobra Norato installation, showed her work at instituições like Salão de Artes Edgar Contente, Estação Cultural de Icoaraci and Salão das Artes de Guararema. She participated in artist-in-residence programs at POPAV/SESC SP and ATO Guarulhos and made a mural for Fundação Cultural do Pará during the Art and Muralism Week at Belém/PA and a mural for NALATA Festival - São Paulo/SP.
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