CAIO CRUZ

Caio Cruz (Afonso Cláudio, ES, Brasil, 1993) vive e trabalha em São Paulo/SP desde 2025, onde atua como artista visual e professor de pintura e desenho. Formado em Música, migrou para as artes visuais, desenvolvendo sua pintura de forma autodidata e em ateliês brasileiros fundamentados em técnicas e métodos das escolas artísticas europeias do século XIX. Posteriormente, aprofundou-se em pintura barroca no curso Academic Figure Painting and Portraiture, na The Florence Academy of Art, em Florença.

Em sua pesquisa, Caio Cruz investiga a casa como um território psíquico e uma arquitetura da memória. Partindo de experiências autobiográficas, suas pinturas articulam lembranças e fabulação para construir interiores que evocam estados de memória e onirismo. Elementos recorrentes como a água, os animais, os objetos cotidianos e os ambientes domésticos tornam-se metáforas de estados emocionais, criando imagens que oscilam entre o familiar e o inquietante.

Desde 2013, desenvolve séries que exploram experiências humanas no território doméstico, como Mostre-me sua dor (2017), Jardim de Infância (2019) e O Interior das Coisas Macias (2023). Entre suas exposições individuais estão Mostre-me sua dor (Galeria Eugênio Pacheco de Queiroz, Vila Velha, 2017) e Kindergarten (La Macchina Fissa, Mantova, 2023). Participou de exposições coletivas como o VIII Salão de Aquarela de Piracicaba e o XXXVII Salão de Artes Plásticas Engenheiro Julio Capobianco (ambos em 2025). Seu trabalho integra a coleção da Pinacoteca Municipal Miguel Dutra (Piracicaba/SP), onde recebeu o Prêmio Aquisição no VIII Salão de Aquarela de Piracicaba (2025). Em 2023, realizou residência artística na La Macchina Fissa, na Itália, e recebeu orientação de Julie Belfer na Arte Contemporânea Vírgula, em São Paulo.










"Das conversas com Caio, algumas palavras retornam com a insistência das coisas que procuram um lugar: casa, infância, religião, violência, pulsão. Cada uma delas chega acompanhada de imagens, materiais, formatos e temperaturas distintas, atravessando o vermelho de uma figura materna riscada, a luz turva de uma festa infantil, os corpos dissolvidos em Santo lar em vertigem, as águas verdes e azuis das Pequenas Catástrofes e os fragmentos de piso, pedra, vaso e escombro onde a pintura se fixa como se a casa, depois de demolida, continuasse produzindo matéria para aquilo que permaneceu sem repouso."

Débora Duarte.
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Caio Cruz (Afonso Cláudio, ES, Brasil, 1993) vive e trabalha em São Paulo/SP desde 2025, onde atua como artista visual e professor de pintura e desenho. Formado em Música, migrou para as artes visuais, desenvolvendo sua pintura de forma autodidata e em ateliês brasileiros fundamentados em técnicas e métodos das escolas artísticas europeias do século XIX. Posteriormente, aprofundou-se em pintura barroca no curso Academic Figure Painting and Portraiture, na The Florence Academy of Art, em Florença.

Em sua pesquisa, Caio Cruz investiga a casa como um território psíquico e uma arquitetura da memória. Partindo de experiências autobiográficas, suas pinturas articulam lembranças e fabulação para construir interiores que evocam estados de memória e onirismo. Elementos recorrentes como a água, os animais, os objetos cotidianos e os ambientes domésticos tornam-se metáforas de estados emocionais, criando imagens que oscilam entre o familiar e o inquietante.


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